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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

DIREITO DIGITAL - CUIDADOS CONTRA ATAQUES

DIREITO DIGITAL - CUIDADOS CONTRA ATAQUES.

ALERTA E CUIDADO COM NOVO CIBERATAQUE.

- Novo ciberataque é mais grave e pode chegar ao Brasil - 
Para especialista, vírus que bloqueia arquivos no computador em troca de "resgate" é mais rápido que os antecessores do tipo.

Por Da redação VEJA - 25 out 2017

Ataque virtual Bad Rabbit - O BadRabbit exige pagamento de 0,05 bitcoin (cerca de 885 reais, segundo a cotação da Bolsa de Nova York) em troca da chave que "abre" os arquivos de volta. O vírus Bad Rabbit, que invade computadores e “sequestra” os arquivos exigindo pagamento, é mais perigoso que seus antecessores. A avaliação é do especialista em segurança digital Marco Ribeiro, sócio da consultoria Provit. Apesar de o ataque ter sido identificado nesta quarta-feira em principalmente na Rússia e na Ucrânia, é possível que o vírus também se espalhe e chegue ao Brasil.

A forma principal de contágio do programa malicioso é através de um link de download falso, que tenta se passar por uma atualização do software Adobe Flash Player. Uma vez na máquina, o arquivo começa a codificar o sistema e os documentos salvos no computador.


Em seguida, exibe uma mensagem com instruções para o pagamento de “resgate”, de 0,05 bitcoin (cerca de 885 reais, segundo a cotação da Bolsa de Nova York) em troca da chave que “abre” os arquivos de volta. “Entretanto, não há confirmação de que o pagamento do resgate vá resultar na entrega de uma chave de desencriptação”, diz relatório da McAfee.


Segundo Ribeiro, o Bad Rabbit tem características aprimoradas em relação a outros ransomwares (vírus que sequestram máquinas) recentes, como o WannaCry e o Petya. Isso porque ele é mais rápido em se espalhar – usando falhas do Microsoft Office e do sistema de rede – e em codificar a máquina. “É possível ser infectado só por abrir um arquivo infectado. E ele trava a tela do mais rápidamente que o WannaCry, o sistema nem inicia”, explica Ribeiro. Por usar listas de e-mails já vazadas na internet, não está descartado que o país possa se tornar um alvo.

Recomendações

Por causa do método de espalhamento através de mensagens falsas – técnica conhecida como phishing – a recomendação é não acessar conteúdo desconhecido “Se não conhecer quem enviou, é melhor jogar fora”, diz Ribeiro. Como o vírus explora falhas técnicas similares às usadas por outros ransomwares, é importante atualizar o Windows, que liberou uma correção após o WannaCry.

Em relação às empresas, a recomendação é de restringir trocas de arquivos ao necessário, e bloquear acesso a servidores da deepweb (onde o vírus está hospedado) e impedir o acesso à internet por sistemas que não necessitem dele, como os de redes internas.




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Luís Rodolfo Cruz e Creuz, Sócio de Cruz & Creuz Advogados.    Doutorando em Direito Comercial pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP; Mestre em Relações Internacionais pelo Programa Santiago Dantas, do convênio das Universidades UNESP/UNICAMP/PUC-SP; Mestre em Direito e Integração da América Latina pelo PROLAM - Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo – USP; Pós-graduado em Direito Societário - LLM - Direito Societário, do INSPER (São Paulo); Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. E-mail: E-mail: E-mail: luis.creuz@lrcc.adv.br   /  @LuisCreuz 

Autor do livro “Acordo de Quotistas”. São Paulo : IOB-Thomson, 2007. Autor do livro “Commercial and Economic Law in Brazil”. Holanda: Wolters Kluwer - Law & Business, 2012. Autor do livro “Defesa da Concorrência no Mercosul – Sob uma Perspectiva das Relações Internacionais e do Direito”. São Paulo : Almedina, 2013. Co-Autor do livro “Direito dos Negócios Aplicado – Volume I – Do Direito Empresarial”, coordenado por Elias M de Medeiros Neto e Adalberto Simão Filho, São Paulo : Almedina, 2015, sendo autor do Capítulo “Acordo de Quotistas aplicado aos Planejamentos Sucessórios”. Coautor do livro “Direito Empresarial Contemporâneo - Uma visão bilateral entre Brasil e Portugal”, São Paulo: Almedina, sendo autor do Capítulo “Aquisição de Software e a Utilização de Cópias em Número Superior ao Contratado – Breve estudo sobre a contratação e aquisição de software e sua utilização irregular por meio de copias indevidas”. (no prelo)

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